Estávamos a caminho de Maresias, buscando a estrada apressados pelo horário do rodízio, e ansiosos por mais um final de semana.

Havia a promessa de sol, amigos, praia e comemoração. Além das boas memórias celebraríamos mais um ano de Pedro e o mesmo tempo de um novo negócio.

Resgatar a vida na sua forma plena! (eu quero trazer à memória aquilo que pode me dar esperança)…

Em nosso silêncio lembrei-me do filme O poder da Graça… prometo orar por você todos os dias, pedir o seu perdão, lhe conceder o mesmo e ser sua amiga para sempre. É assim que eu quero caminhar.

Dona Ana, trouxe torta de banana e os frutos de uma boa árvore. Rafaela já chega sabendo que “a vida não pode ser economizada para amanhã, cresce no presente”, citando Rubem Alves.

Um encontro de casais! lembrou a fada madrinha: – vô e Gi, Tchum e Mara, Acacio e Alvina, Carlos e Antonia, Salvador e Bia e muitos espadas. A galerinha foi abastecida de ômega três. A saúde agradece.

Loiras geladas, conversa fora, aconchego, temperança.

Na contramão da história, outras prá contar com a boca cheia de dentes, esperança e o eterno recomeçar.

Luciana não pode compartilhar o vento litoral e a celebração de Mariazinha também aconteceu por lá.

E assim uvas de nova videira, promessa da aurora boreal, praia e kaizen!

 

Nossas férias começaram. Munidos da energia extra da república das bananas, lá fomos nós.

Olha a banana, olha o bananeiro….

Seguimos viagem em expedição no Aircross Citroen, animados e eufóricos. Nossa mala carregava sonhos, anseios e a expectativa de desbravar outras paisagens. A aventura estava apenas começando. Val com lucidez incomum sempre atenta aos  Marcelos, deixara para trás seus cuidados, flores e carta aos amigos.

Queríamos curtir outras melodias e por ironia do destino chegamos à casa de Zequinha de Abreu. Por Santa Rita, não pudemos controlar tanta emoção!

Um turbilhão de sentimentos e de radares tomou conta de nós e impedia-nos de continuar.

Prosseguir era o desejo de todos. Tínhamos um salvador arguto, perspicaz que diligentemente acionou o resgate. Sair daquela emboscada era condição sine qua non.  Antes uma paradinha no Hard Rock para um café duplo. 

Havíamos traçado a rota para o 02 402 e mesmo com GPS do Wilson, o táxi custava a chegar. O que mais nos esperava no 5 de agosto?

Ansiávamos desbravar o novo, contudo o desconhecido nos assustava naquela imensa escuridão. O cansaço, o medo e a escolta teimavam em nos perseguir. Não ousávamos fechar os olhos, ainda havia muito chão pela frente.

 Imprimimos nossa marca no mundo e a ousadia, o espírito competitivo, independente e original nos acompanhava. Buscávamos a felicidade.

 Às cinco da manhã chegamos às águas quentes. Um brinde às pessoas que nos ajudaram, ao ócio criativo e a nós, que não sucumbimos diante do dragão.

 Estávamos felizes com a possibilidade da renovação, na energia quase que inverossímil dos Cocoon’s e prontos a desfrutar o presente com destino turístico que nos remetia a Pádua, no Vêneto, da universidade e da cidade com passado histórico, cultural e artístico, atualmente importante centro econômico e intermodal de toda a Itália.

 Mas ainda era pouco, com o boulevard parisiense perto, partimos para o tcherere, tchê tchê com o Gusttavo Lima e sua trupe e em seguida para Amsterdã na Holanda para conhecer a terceira maior cervejaria do mundo.

Celebrar com Heineken degustando panga -, que viajou desde o rio Mekong no Vietnã, para a maior estância hidrotermal do mundo – era preciso.

 Em meio a tanta diversidade decidimos apimentar nossas férias e dar um zoom no Rio Quente, queríamos ver o campeonato de bolas de água e Emily Cristine dando estilingadas no titio que saiu bravo da competição.

 Foram seis dias de muita emoção, onde compartilhamos mazelas, alegrias, fraquezas e  coragem. Dividimos sonhos, pão e vinho, desbravamos o desconhecido e descobrimos que a amizade, o amor e o gosto da partilha, da solidariedade, da alegria, do estar junto é o que basta. Por isso, queremos mais…

 Eu fico triste, alegre, se chorar eu fico triste, se sorrir eu fico alegre!

 



No meu caminho apareceram: Antonia, Angélica, Mara, Luciana, Vanda, Taís. Personalidades fortes, marcantes, guerreiras e reais no pedacinho da minha história.
Havia outras mulheres: Marias, Iracemas, Yolandas, Joanas… quem sabe?
Mas as primeiras traziam Carlos, Ricardo, Augusto, Lima.

Um deles queria a pesca esportiva com o Marlin, lembrando o velho e o mar de Hemingway para o sete de setembro, no entanto o aniversário de Pedro, o primeiro, é comemorado com as
crianças em outubro, no doze.

Melhor então picanha com cerveja e aulas de castanhola da Vanda para celebrar a vida.

“Tchun” mais sutil, incorporou o gengibre e os tenistas adormeceram, mesmo com o assobio discreto do corintiano.

O Ricardo da Luciana imaginou o cardápio e pensou em publicá-lo no jornal antes da sirena tocar.  Luciana trouxe caju e notou que o vinho estava climatizado a zero grau na madre de Deus.

Na rua, desavisados baladeiros com suas máquinas malucas sequer imaginavam a especialidade do chef Carlos. Lula foi engolido com a pasta de Parma.

Salvador distribuiu chicletes a todos que dançaram efusivamente com as luzes e o som da Multieventos.

Na ribalta imaginei novo encontro na Olimpio Romão Cesar, recordando as olimpíadas de São Romão na freguesia portuguesa de Armamar daquele que nasceu de cesariana.
Desta vez com Frajola e Pernalonga

 

Eram três pequeninas velas.
Não eram novas e só tinham meia vida porque Já haviam cumprido seu papel em outra história.

“Fiat justitia, ruat coelum” – faça-se a justiça mesmo que
desabem os céus e como Illuminati, sorrateiras aproximaram nossos sentimentos naquela noite.

Tudo foi tão intenso que aquela energia nos levou ao cerrado goiano
para um encontro místico baseado nos princípios:igualdade e justiça, premissas geradoras de luz.

Voltei para o meu quarto escuro e lembrei da imensa placa de cristal de quartzo representada
em pedra rosa no meu vaso de flores.

A força daquele possível encontro místico me acompanhou e o seu ar brejeiro,inteligente e ao
mesmo tempo quase pueril me fez adormecer feliz.

RECEITA 1 - Suco de Laranja especial 

Esta é uma receita especial para conquistar corações.

Os homens devem se inspirar na Gisele  Bundchen

As mulheres buscam inspiração no Brad Pitt

Tempo de  Preparo – 5 minutos

Rendimento – 1 copo grande

Classificação – fácil

Calorias – 300

Ilustração – imaginação

Ingredientes

ð     1 raposa

ð     1 vela preta

ð     300 páginas de livro de história

ð     1 ½ laranja

ð     1 Brad Pitt ou 1 Gisele Bundchen

Modo de Preparo

Separe 2 laranjas pêra de tamanho grande, lave-as.  Corte-as  ao meio passe no espremedor de frutas, coloque o caldo em um copo e  reserve.

Acenda a vela preta – não se preocupe – a chama é o mais importante. Ela ilumina e aquece o seu coração.

Abra o livro de  histórias e busque nas 300 páginas (é a reunião dos melhores textos)  trechos do Pequeno Príncipe – Sant Exupéry – sobre  a raposa e leia em voz alta:

“Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz….”

Para os homens a foto da Gisele Bundchen – para as mulheres Brad Pitt.

Tome o suco pensando em um deles.

 RECEITA 2 - URSO GRILO

 Objetivo – enfeite para festas de aniversário de crianças.

Filhos de pais da geração hippye (bicho grilo)

Tempo de  Preparo –  1 hora

Rendimento – 

Classificação – fácil

Calorias -  não há

Ilustração – fotos

Ingredientes

ð     1 urso panda

ð     1 telefone celular sem bateria

ð     250 ml de tinta laranja

ð     1 cortador de unha

ð     1 bazuca

Modo de preparar

Pegue o urso panda que pode ser de pelúcia, borracha ou plástico e apare as unhas – utilizando o cortador.

Coloque o telefone celular sem bateria em sua pata dianteira direita. Este é um urso ecológico, portanto certifique-se que está sem bateria.

Com as 250 ml de tinta laranja pinte flores (pode ser gérberas, gerânios ou margaridas) na bazuca que  é uma arma antitanque utilizada na II guerra mundial.

Deixe secar e coloque ao lado do urso, que estará simulando um diálogo pacificador para as pessoas não fazerem a guerra.

RECEITA 3 - Contra mau olhado

Categoria – crendice popular

Tempo de  Preparo –  30 minutos

Rendimento –  1 receita

Classificação – fácil

Calorias -  não há

Ilustração – imaginação

Ingredientes

Inseticida mata barata em spray

1 fio dental

6 soldados

2 colheres de sopa  de água benta

1 galo cantador grande

Utilizando 1 lata de mata baratas em spray detetize todos os cantos de sua casa.

Se os insetos nojentos começarem a aparecer não deixe de arpergir água benta (utilize as duas colheres reservadas)  – elas morrerão mais rapidamente e o ambiente ficará purificado.

Com o fio dental amarre 6 soldadinhos Playmobil simulando uma tropa anti-choque e coloque diante do portão de entrada.

Ah! segure no colo o galo cantador grande que é para os vizinhos não assustarem quando você  começar a gritar com medo das baratas.

Ela teve dúvida e ele estranhou porque não era comum aquela conversa.
Desconfiado racionalizava cada atitute enquanto ela
cantarolava em pensamento “vou me perder na madrugada, pra te encontrar
no meu abraço, depois de toda cavalgada, vou me deitar no
seu cansaço”….e foi chegando como que para desculpar-se.

Ficaria ali divagando insandecida não fosse aquele bandido marrento,
Olhos de azeviviche, brilhantes, fortes dominantes que despertava
a curiosidade de todos.
Já não se tratava de lenda, fazia parte do noticiário e da admiração das pessoas,
principamente os peões de Barretos

Ela queria recorrer aos seus protetores para dar cabo naquela conversa, São Caetano talvez.
E os pensamentos continuavam a melodia: “estrelas mudam de lugar, chegam mais perto só prá ver e ainda
brilham de manhã, depois do nosso adormecer”…Como ela queria esse aconchego,
essa proximidade… alguém prá chamar de seu.

O santo daria um jeito e ela o invocaria junto a São Bonifácio na hora do Angelus.

 

Quatro rolhas depois, era domingo 2 de maio, quando os sinos tocaram.

Antes, com originalidade, o sinete avisava que Lisa
ainda não conseguira acalmar a dor do quinto furo.
Os quatro anteriores foram desenhados em forma de cruz azul.

Houve tantos olhares e quereres que a temperança ficou apagada, esquecida, envolvida num beijo louco, longo, doce, surdo.

A tv alta nos dava conta de que audiência pouco importava,
nossa intimidade estava ali e não marcara hora.

Não houve rituais, velas perfumadas, lençóis macios, música, mas
o som que pulsava em nosso peito.

Havia uma fome avassaladora e o perfume
que exalava das nossas entranhas completou o cenário.
Como quem usa armas o selo foi gravado em baixo relevo.

As tainhas  vieram das águas costeiras, temperadas, tropicais  dentro de um jornal.

Foram compulsoriamente voluntárias para alimentar tenistas vorazes e
despojados, sedentos de prazer.

Não sei se estavam em água doce mas trouxeram à mesa a excelência
da dieta mediterrânea desde o império romano e homenagearam dentistas de véspera.

Partiram rumo a Luba na Guiné Equatorial para outras opiniões,
contudo acabaram em um aquário em Salvador.

Não pude opinar porque o campeão da noite, de modo original com inteligência e
excentricidade de pessoa reservada, essencialmente
pensadora, serena e generosa com ternura me trouxe carboidratos.

Tudo começou na Itapura.

Os larápios romperam o lacre e violaram a nossa intimidade.

Não deixaram rastro a não ser os da Belle de Jour que protagonizara

aquele filme. A notícia não chegou por email, o Jornal se encarregou

de avisar. 

Enquanto isso o acústico com a Rô Rô e a Ana Carolina continuava e naquela toada

aprendemos a recomeçar.

Dez de abril, aniversário do meu pai. É VERO

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